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Retinopatia diabética

Retinopatia diabética
O diabetes é uma doença complexa e progressiva que afeta os vasos sanguíneos do olho. Um material anormal é depositado nas paredes dos vasos sanguíneos da retina, que é a região conhecida como "fundo de olho", causando estreitamento e às vezes bloqueio do vaso sanguíneo, além de enfraquecimento da sua parede, o que ocasiona deformidades conhecidas como microaneurismas. Esses microaneurismas frequentemente rompem ou extravasam sangue causando hemorragia e infiltração de gordura na retina. Existem duas formas de retinopatia diabética: exsudativa e proliferativa. Em ambos os casos, a retinopatia pode levar a uma perda parcial ou total da visão. • Retinopatia Diabética Exsudativa: ocorre quando as hemorragias e as gorduras afetam a mácula, que é necessária para a visão central, usada para a leitura. • Retinopatia Diabética Proliferativa: surge quando a doença dos vasos sanguíneos da retina progride, o que ocasiona a proliferação de novos vasos anormais que são chamados "neovasos". Estes novos vasos são extremamente frágeis e também podem sangrar. Além do sangramento, os neovasos podem proliferar para o interior do olho causando graus variados de destruição da retina e dificuldades de visão. A proliferação dos neovasos também pode causar cegueira em consequência de um descolamento de retina. Causas O diabetes mellitus é o fator desencadeante dessa doença, que impede o corpo humano de fazer uso adequado de alimentos, especialmente de açúcares. O problema específico é uma quantidade deficiente do hormônio insulina nos diabéticos. Grupos de risco Os diabéticos apresentam um risco de perder a visão 25 vezes maior do que as que não portam a doença. A retinopatia diabética atinge mais de 75% das pessoas com diabetes há mais de 20 anos. Acompanhamento Os pacientes diabéticos do tipo II devem ser submetidos a mapeamento de retina (fundo de olho com a pupila dilatada realizado por um retinólogo, oftalmologista especialista em doenças da Retina e Vítreo) desde o diagnóstico da doença e a partir daí seguir a orientação dada pelo mesmo. Os pacientes diabéticos tipo I devem ser submetidos ao exame após 5 anos do diagnóstico da diabetes. Em ambos os casos o exame deverá ser feito a qualquer momento se houver queixa de baixa de visão. Tratamentos O controle cuidadoso do diabetes com uma dieta adequada, uso de pílulas hipoglicemiantes, insulina ou com uma combinação desses tratamentos, prescritos pelo médico endocrinologista, são a principal forma de evitar a retinopatia diabética. Fotocoagulação por raio laser - é o procedimento pelo qual pequenas áreas da retina doente são cauterizadas com a luz de um laser na tentativa de prevenir o processo de hemorragia. O ideal é que esse tratamento seja administrado no início da doença, possibilitando melhores resultados, por isso é extremamente importante a consulta periódica ao oftalmologista. Terapia anti-angiogênica: é a aplicação de medicação anti-angiogênica intra-vitrea, ou seja, dentro do olho do paciente sob anestesia local, utilizada para tratamento da Retinopatia Diabética Proliferativa e das hemorragias que possa ocorrer dentro do olho do paciente, hemorragia vítrea. Vitrectomia via pars plana: é a cirurgia reparadora utilizada para os casos de hemorragias vítreas mais severas ou de repetição ou casos de descolamento de retina tracional.

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